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sábado, 17 de fevereiro de 2018

O Mito da Alma. Entre a realidade e a fantasia.



E se descobríssemos que todas nossas crenças, divindades e possibilidades espirituais nunca passaram de sonhos ou mitos? Quais são ou foram as causas que nos levaram a acreditar na existência de almas? Em nossa própria essência como seres "encarnados"?
Essas são perguntas filosóficas que ao longo dos séculos muitos pensadores e as grandes religiões buscaram métodos para explicar, bem como, desenvolveram maneiras de nos persuadir. 
O israelense Yuval Noah Harari, em seu livro "Homo Deus - uma breve história do amanhã" - propõe sob perspectivas singulares quais são as verdadeiras "intenções" ou faces desses mitos. O historiador amparado por uma concepção cientificista - histórica, darwinista/evolucionista e biológica - por inferências elementares, demonstra a "fantasia"  envolvida para o mito da "ALMA" pertencente aos grandes troncos monoteístas. Nomeia "Epifania Humana", a narrativa religiosa que justifica a supremacia humana sobre outras espécies do planeta, produzida como ferramenta da coerção social, educacional, política e econômica. Somente os mitos e o terrorismo sobre o imaterial, poderiam conduzir até nossos dias toda população mundial aos estreitos panoramas produzidos pela geopolítica ao longo de séculos. Em outras palavras a alma, o paraíso, o inferno e a vida eterna são construções imaginativas dos seres humanos. Na página 109, do referido livro, o autor registra: 
..."A resposta monoteísta tradicional é que só o Sapiens são dotados de almas eternas. Enquanto o corpo se degenera e decompõe, a alma continua numa jornada em direção à redenção ou à danação e experimentará ou a perene alegria do paraíso ou uma eternidade de sofrimento no inferno... Não se trata de um conto de fadas de jardim de infância, mas de um mito extremamente poderoso que continua a moldar a vida de bilhões de humanos e animais no inicio do século XXI"...
Os argumentos demonstrados para justificar as afirmativas em torno do mito, são científicos, acentuadamente por uma perspectiva biológica:
..."No entanto, nossas descobertas científicas mais recentes contradizem completamente o mito monoteísta...Cientistas submeteram o Homo Sapiens a dezenas de milhares de experimentos bizarros, examinaram cada recanto de nossos corações e cada sulco em nossos cérebros. Contudo, até agora não descobriram nenhuma epifania mágica. A evidência científica de que, ao contrário dos porcos, os humanos têm alma é igual a zero"...    
Como defensor ferrenho das teorias evolucionistas, Harari, empreende significativa crítica ao contrassenso desenvolvido pelos "crentes" monoteístas, abre suas observações para o campo educacional, visto por muitos pensadores, não apenas por ele, como alicerce básico de qualquer civilização. Logo, onde mais dissemina-se construções do imaginário popular...:
..."Embora as escolas não estejam, evidentemente, fazendo um bom trabalho no ensino da evolução, os fanáticos religiosos ainda insistem que ela não deveria ser ensinada. Alternativamente, exigem que se ensine também a teoria do Design Inteligente, segundo a qual todos os organismos foram criados de acordo com o projeto de alguma inteligência superior (também conhecida como Deus). "Ensinem ambas teorias", dizem os fanáticos, "e que as crianças decidam por si mesmas"...
O pequeno recorte feito aqui não reflete a totalidade do pensamento do autor, tampouco pretende ser uma crítica desconstrutiva de sua teoria. Ambos os livros publicados por ele(Sapiens e Homo Deus), recomendamos, são no mínimo leituras "desconfortáveis", pois, levam o atento leitor à questionamentos que nem sempre fazemos em boa parte do nosso tempo. Estamos tão preocupados, imersos em nossos dilemas, conflitos domésticos, profissionais e existenciais que se quer questionamos algumas "ordens estabelecidas" em nosso modo de viver. Talvez para aqueles mais fervorosos e pouco habituados ao contraditório, o livro seja uma péssima aquisição. Até para nós umbandistas, em primeiro momento, visto que nossa crença baseia-se no intercâmbio com o mundo espiritual pode parecer até pouco aceitável ou irrelevante, porém, não é bem assim.
Em momento algum "culpa" as massas de acreditarem fielmente em determinadas teorias, sobre as quais ele nomeia mito, sem dúvidas, a crítica específica vai a um  modelo político e econômico historicamente reconhecido que, nunca permitiu, ou, fez o possível para abafar qualquer tentativa de surgimento alternativo para o modo de vida dos humanos, sobretudo no ocidente. Ainda que nos pareça estranho, a narrativa tenta demonstrar que em breve, talvez, tudo isso caia por terra. O Sapiens será o próprio Deus de sua existência. O mito virará folclore!

Agora, sem qualquer conflito, se quisermos explorar pontos abertos desta discussão é perfeitamente possível. Talvez, corrobore com a teoria dos monoteístas, isso porque, eles são a esmagadora maioria no mundo. Entretanto, pesquisas e descobertas de outras ciências e não com teorias teológicas próprias ou domésticas, como existem inclusive na Umbanda, traçaremos paralelos a efeito apenas, de informação aos nossos leitores.
Muitas pesquisas já comprovam o caráter "animista" na crença de diversos povos perdidos no tempo e na história. Essas civilizações, estão à milhares de anos dos surgimentos dos grandes movimentos monoteístas dos últimos 3.500/4000 anos. Em geral, surgidas nas mais variadas partes do planeta, civilizações de povos semi-nômades, e consequentemente, os primeiros assentamentos agrícolas, desenvolveram sistemas de crenças baseadas na relação com os aspectos da natureza, onde, Deus ou Deuses controlavam todos homens. Produziam uma lógica de intercâmbio entre a terra e o mundo dos mortos, além de estabelecerem quais os requisitos básicos deveriam ser alcançados pelos mortais para chegarem em tais esferas. O caráter dualista da existência, em muitos casos, não era atribuído somente aos homens, mas estendia-se aos animais, rochas, árvores, rios e mares também. Especialistas de grandes matérias de religiões comparadas afirmam que os principais troncos monoteístas (Judaísmo-Cristianismo-Islamismo), são em boa parte de sua constituição, um amalgama de diversas tradições de povos antigos. Um grande sincretismo definiu as crenças, rituais e práticas dogmáticas destes monoteísmos. 

Ainda sim, no paragrafo anterior, a tentativa foi elucidar apenas informações complementares às do autor, conforme grifos nossos, específicos para esta discussão. É necessário explorar alternativas "científicas" que produzam questionamentos e dúvidas. 
Abaixo, listaremos alguns exemplos. Sugerimos que o leitor abra os links enumerados para leitura complementar: 
01 - Os avanços da ciência da alma: Interessante reportagem do site da Revista Época em novembro de 2012, sobre pesquisa realizada entre cientistas brasileiros e americanos. (Chamada da matéria: Uma pesquisa inédita usa equipamentos de última geração para investigar o cérebro dos médiuns durante o transe. As conclusões surpreendem: ele funciona de modo diferente).

02- Pesquisa em mediunidade e relação mente-cérebro:  Artigo científico sobre pesquisa em análises detalhadas sobre a produção de médiuns, entre eles, Chico Xavier.  

03- Consciência Quântica: Teoria dos pesquisadores, Stuart Hameroff - Médico, e Roger Penrose- Físico/Matemático.                      

       
A reportagem, o artigo científico e o vídeo são apenas "fragmentos" do extenso material existente publicado e produzido por diversas áreas científicas e acadêmicas. Cada ramo do conhecimento ou área de pesquisa, tornará palpável as explicações dentro dos limites possíveis de suas atuações. Projetos multidisciplinares também podem contribuir nesse sentido. Contudo, devemos perceber que as conclusões e provas estão para os cientistas, assim como, Deus e as almas estão para os crentes. Cada um busca suas formas de respostas. 
Portanto e, contrariando até prognósticos mediúnicos/espiritualistas da literatura especializada, bem como  as do autor de Homo Deus, suspeitamos que algumas respostas não virão. Intrinsecamente o Sapiens necessita vivenciá-las...         
                     

quarta-feira, 22 de fevereiro de 2017

Nova Parceria - Apoio Cultural Sattva Editora



Amigos e leitores, é com grande satisfação que anunciamos, oficialmente, mais uma parceria de apoio cultural. A parceira da vez é a Sattva Editora. 
Esperamos, com esse novo relacionamento, proporcionar mais conteúdos compromissados em aumentar o nível dos debates sobre a temática umbandista através do estudo contínuo por diferentes perspectivas.

A resenha de livros especializados sobre a religião de Umbanda e outras do segmento, sempre foi um dos nossos principais projetos e objetivos, pois, toda estrutura de produção aqui no blog, está, centrada na pesquisa orientada pela bibliografia umbandista, tanto daquelas oriundas dos terreiros, como das produzidas na academia, além é claro, de nossa vivência diária da prática umbandista.




Para maiores informações sobre os títulos publicados pela Sattva Editora, acesse: 






Lembre-se leitor! Este espaço também é seu... Envie comentários, sugestões de temas, críticas construtivas e toda manifestação que ajude a melhorar nossas abordagens.

Tenham todos um ótimo carnaval !    
            

sábado, 29 de agosto de 2015

ANÁLISE LITERÁRIA - Rosa Branca de Umbanda


Saudações a todos !

Após anunciarmos nossa parceria com a Ícone Editora, fomos contemplados com alguns volumes, e por aqui, realizamos a publicação das resenhas oficiais, como por exemplo, foi o caso do livro "Rosa Branca de Umbanda", Resenha 01 - Ícone Editora, com um post de caráter informativo. Este mesmo volume, foi o primeiro dos recebidos que realizamos a leitura, e para vocês amigos leitores, preparamos uma análise cuidadosa e responsável da obra, esperamos que curtam e se tiverem, por ventura, conhecido o livro registrem nos comentários as impressões adquiridas...

ROSA BRANCA DE UMBANDA

A obra não chegou tarde de mais ao contexto umbandista! Muito pelo contrário, o autor Rogério Golemieski, nos apresenta um excelente estudo que trata a religião de Umbanda por diferentes perspectivas.
Na apresentação e introdução do livro, fica claro ao leitores sua procedência cultural e militância dentro da religião, além preocupação em alocá-la na categoria de estudo comparativo e análogo à história e antropologia cultural tão necessária para entendermos certos aspectos de nossa religião, que ao mesmo tempo é tão presente na cultura de nosso povo.
Outro importante apontamento, diz respeito a analogia que autor buscou com a Doutrina de Kardec, sobretudo por suas obras, de modo muito feliz ao nosso ver acertando seu objetivo, mesmo que pertençamos a realidades ritualísticas diferentes, as leis universais e cósmicas que regem a espiritualidade e a vida material são as mesmas, o que aconteceu ao longo da história foi um grande apanhado de culturas e cada qual ao seu tempo, sua maneira, que estudaram e interpretaram essas "leis" conforme suas possibilidades e compreensões, neste caso, ao contrário da opinião de muitos, é esse o papel fundamental que a Doutrina codificada por Kardec representa, e neste livro, as analogias e comparações foram bem empregadas e muito oportunas, pois, no movimento literário espiritualista contemporâneo, seja umbandista ou espírita, há um grande esforço em desassociar os movimentos que não são a mesma coisa, porém pertencem e lidam com universos muito similares. 
     
Com certeza, se tivéssemos lido este volume alguns meses atrás, incluiríamos na postagem de Indicacoes para leitores umbandistas e enquadraríamos na categoria de livros doutrinários, por apresentar a história e as estruturas religiosa e ritualística da Umbanda sem dispensar seu caráter multicultural e caritativo. 
Nos aspectos históricos da religião, encontramos o que não poderia ser diferente, já que é primordial estar presente e reforçando a memória para assim creditar os fatos aos agentes verdadeiramente envolvidos. A Umbanda anunciada pelo Caboclo das Sete Encruzilhadas manifestado através do médium Zélio Fernandino de Moraes, mostra-nos todo seu desenvolvimento desde a fundação em 1908, passando pelo movimento de expansão com as tendas supervisionadas e chefiadas espiritualmente pelo Caboclo, até o desencarne de Zélio de Moraes em Outubro de 1975, tudo isso com a agradável narrativa e precisa referência de Jota Alves de Oliveira em "Umbanda Cristã e Brasileira", ao lermos esta narrativa, entendemos a analogia utilizada pelo autor para batizar o livro como "Rosa Branca de Umbanda", até então não percebida nós...
..."No dia 15 de Novembro o jovem Zélio foi convidado a participar da sessão. O Dirigente dos trabalhos espirituais determinou que ocupasse um lugar à mesa. Tomado por uma força estranha e superior a sua vontade, contrariando as normas que impediam o afastamento de qualquer dos componentes da mesa, o jovem levantou-se dizendo: Aqui está faltando uma flor - e saiu da sala indo ao jardim, voltando logo depois com uma flor, (uma rosa branca), que depositou no centro da mesa"...
Ao explicar o que é a religião de Umbanda, busca apresentar diferentes fontes que a definem basicamente como o Caboclo das Sete Encruzilhadas sintetizou, Umbanda é a manifestação do espírito para a caridade. Realiza comparativos que buscam delimitar os diferentes universos existentes entre a Umbanda e o Candomblé, explica as chamadas vertentes ou correntes da  religião , aliando a isso, um breve descritivo sobre as religiões afro-brasileiras e suas predominâncias em determinadas regiões do Brasil. 
As relações do sincretismo com as religiões afro-brasileiras muito presente na Umbanda, é desenvolvida com as bases dos estudos e publicações de Pierre Verger e Reginaldo Prandi, essas relações são entendidas quando aprofundadas por questões levantadas pelo autor que, de maneira simples são identificadas pelo leitor, além de claramente justificadas, dentre os questionamentos verificamos por exemplo, quando começaram os processos sincréticos? Quais as formas e maneiras que se apresentam? Como esse movimento, iniciado anteriormente, chegou ao ambiente da Umbanda? Questões de suma importância, para que o grande público, entenda o porque da Umbanda festejar Ogum como São Jorge por exemplo... 

Organiza também interessante e esclarecedor ponto sobre os Orixás na Umbanda, apresentando estudos comparativos com a mitologia africana para entendermos que a ancestralidade presente nas culturas afros, estão voltadas ao universo politeísta com o panteão de Deuses em personificações humanas, já na Umbanda temos o monoteísmo, com o Cristo-Oxalá na condução de nossas existências e creditando aos Orixás ás forças naturais ou Emanações Divinas do criador. Seguindo neste contexto, o autor, chega aos temas Religião e Mitologia, traça interessante linha de compreensão onde busca por referências históricas e antropológicas as relações da humanidade com a concepção dos mitos que culminaram em sistemas religiosos primitivos, após as civilizações formarem os primeiros grupos sociais. Neste contexto temos as relações entre Magia e Religião, as realizações magistas nas religiões por um panorama bem abrangente sobre suas origens, aplicações e diferenciações entre a Magia Branca e Magia Negra, e por fim a prática magista no contexto umbandista, as aplicações e definições para suas práticas, como despachos, oferendas, uso de velas, álcool, fumo, guias, banhos, pontos riscados e cantados. 

O tema das 7 LINHAS DE UMBANDA, tão debatido, estudado e publicado por vários expoentes da literatura umbandista está presente também nesta obra, e o que nos chamou atenção de forma positiva foi o autor basear-se para ilustrar o tema, os escritos de Leal de Souza o primeiro autor umbandista a publicar o assunto, reforçando o caráter histórico que a obra também pretende ilustrar, nossa reação positiva deu-se ao fato de sermos muito simpáticos ao trabalho do referido autor. Seguindo este viés, mas por perspectivas novas e próprias, encontramos nas definições de cada linha os Orixás e associados à eles, uma série de tópicos que formam a estrutura de conceitos inter-relacionados que produzem ao leitor, um amplo campo de visão do autor sobre os Orixás, então, para cada um dos Orixás abordados, temos os seguintes campos de exploração: 

* Visão Holística do Orixá
* Personificação do Orixá
* Os Guias da vibração do Orixá
* O Orixá como personagem histórico
* Lendas mitológicas do Orixá

Abaixo uma ilustração de nossa produção, dos Orixás abordados no livro e suas características predominantes.



Por fim, um capítulo somente sobre Exú. Como citamos anteriormente em todo livro, o autor, busca na codificação de Kardec e na bibliografia de Chico Xavier além de outros, analogias, que explicam ou contextualizam, certos conceitos e parâmetros de modo  que o leitor assimile as informações também pela ótica das leis universais de ação e reação, leis de reencarnação tão esmiuçadas pela Doutrina Kardecista, neste sentido transfere à Exú, o "grau" de espírito que busca progredir consciencialmente e espiritualmente sua jornada evolutiva, colaborando seja no plano terreno, nas sessões mediúnicas ou cooperando na função de guardião energético e astral das tendas.
Cita, somando este cenário Leoberto Leal, W.W. Matta e Silva e Zélio de Moraes, todos em algum momento e por alguma circunstância trataram na Umbanda o "mito" entorno de Exú, já que por preconceito e desinformação, Exú é sempre associado aos cultos e práticas de "magias negras" com fins comerciais que nada tem haver com o verdadeiro sentido desempenhado por estes espíritos na Umbanda.

Qualquer iniciativa, responsável e consciente visando a propagação da Umbanda e legitimando sua cultura, filosofia e doutrina deve ser sempre incentivada, nós recomendamos a leitura de Rosa Branca de Umbanda, não por concordamos com todas as ideias, mas por termos adquirido e complementado muitas informações àquelas que já tínhamos de pesquisas anteriores, sobretudo, pelo estilo de abordagem diferente que percebidamente não está atrelada a qualquer vertente, sendo o produto de pesquisas em diferentes áreas importantes ao entendimento da religião, o vale muito a leitura !
Boa semana a todos ! Axé !                                        

quinta-feira, 30 de julho de 2015

Resenha 02- Brasil de todos os Orixás(Ícone Editora)

Saudações a todos !

Trazemos mais uma recomendação literária para vocês, amigos leitores! O volume publicado pela Ícone Editora , Brasil de todos os Orixás, apresenta-nos o universo dos Orixás sobre suas histórias e mitos, rituais e tradições pela ótica da religiosidade afro-brasileira através do Candomblé, trata do assuntos vivenciados e ensinados no dia a dia dos terreiros. O livro conta com a coordenação editorial, do historiador da Umbanda, Diamantino Fernandes Trindade, que além de autor é sacerdote umbandista. Abaixo seguem maiores informações da obra:





Brasil de todos os Orixás

Autor: Pai Roberto de Jagum
Ícone Editora
Categoria: Umbanda
1ª edição
Ano: 2013
ISBN 978-85-274-1214-8
16 x 23 cm
216 páginas

Leia o sumário e um trecho do livro clicando aqui !











RESENHA:

O candomblé e as demais religiões afro-brasileiras tradicionais formaram‑se em diferentes áreas do Brasil, com diferentes ritos e nomes locais derivados de tradições africanas diversas. Candomblé na Bahia, Xangô em Pernambuco, Tambor em Alagoas, Tambor de Minas no Maranhão e Pará, Batuque no Rio Grande do Sul e Macumba no Rio de Janeiro.

Neste livro, para conhecimento fácil e amplo do leitor, são apresentadas as lendas e histórias dos Orixás, a ancestralidade do candomblé, a hierarquia na religião do candomblé, temas de relevante importância para completar o conhecimento e a divulgação do candomblé, pois praticamente esgota o tema quando somado ao conteúdo em seus livros anteriores. Por razões de caráter político, religioso e social, por ter sua origem nos rincões mais sombrios e primitivos da velha África, o candomblé não pôde ser traduzido em uma Bíblia por seus seguidores e Babalorixás, reprimido que foi pelos povos e religiões dominantes nos séculos passados e foi passado por gerações, de boca em boca, com os naturais desvios e fantasias de seus seguidores. Hoje, praticamente temos todos os ingredientes para sinalização dessa “Bíblia”.


terça-feira, 28 de julho de 2015

Resenha 01-Rosa Branca de Umbanda(Ícone Editora)

Saudações a todos !

É com muita satisfação que anunciamos nossa primeira parceria! Nós e a Ícone Editora firmamos um compromisso que, sem dúvidas, será mais um canal de informações e entretenimento para vocês, nossos leitores...
A resenha de livros especializados sobre a religião de Umbanda e outras do segmento, é um de nossos principais projetos, pois, toda a estrutura da produção do blog está centrada pela pesquisa orientada dos livros e da nossa vivência diária no contexto religioso da Umbanda.

Desta parceria, visamos, fomentar a conscientização do estudo contínuo para o aprimoramento pessoal que consequentemente nos transformará em umbandistas mais conscientes, sobretudo, do nosso papel perante a sociedade e ao grupamento que pertencemos, além é claro, do caráter reflexivo sempre proposto por este canal, serão estes, alguns de nossos objetivos.

Para iniciarmos este novo espaço, sugerimos aos leitores um dos mais recentes lançamentos da Editora :









ROSA BRANCA DE UMBANDA
 Autor: Rogério Golemieski
 Ícone Editora
 Categoria: Umbanda
 ISBN 978-85-274-1287-2
 Ano: 2015
 17 x 24 cm
 232 páginas









Resenha:

Esta obra apresenta uma visão do ritual de umbanda alinhada aos fatos históricos e fundamenta a prática do ritual com uma justificativa antropológica, o texto rompe as barreiras dos rótulos e da posse do ritual como algo que pertence a um paradigma humano, elevando seu contexto para além das fronteiras entre o mundo material e o mundo espiritual.
A obra resgata a importância dos valores morais e éticos na prática do ritual, e discute fatos polêmicos como o porquê de a religião ter tido como seu primeiro nome ALA-banda,, termo de origem muçulmana, o surgimento das 7 linhas a exploração comercial da mediunidade, destaca a linguagem dos símbolos como conceito que justifica o fato de a religião de umbanda ser uma religião voltada para a magia, fazendo uso de velas, fumo, álcool, pontos riscados, pontos cantados, banhos, o uso de guias, nem por isso deixando de ser monoteísta e tendo Deus como única fonte criadora.  
Apresenta a prática das oferendas, justificando-a com base na antropologia, explicando os passos do ritual desde a consagração até a consumação do ato, simbologia antiga ainda viva de forma oculta em práticas modernas. o texto questiona sobre a possibilidade de incorporar-se um orixá, sendo ele uma força celestial, e apresenta a polêmica linha de Exu, sua finalidade, sua forma de trabalhar e como se surgiu o conceito negativo sobre essa linha de trabalho, principalmente por associá-la ao diabo e à prática do mal. O texto discorre sobre temas como a reencarnação, leis cármicas, ação e reação e defende que a verdadeira umbanda é uma religião totalmente voltada e comprometida com a CARIDADE!



terça-feira, 26 de maio de 2015

Um pouco sobre o livro... "OS NEPHILINS" - A Origem de Robson Pinheiro





Saudações a todos !

Escrever resenhas ou críticas literárias não são exercícios fáceis de se construir e/ou produzir, ao contrário, requer dos agentes envolvidos muito conhecimento técnico, responsabilidade, bom senso e percepção apurada sobre o público que os assistem, pois, muitos são os que recorrem aos portais especializados com a intenção de recolherem maiores informações sobre determinada obra ,assim inclusive, elegem suas aquisições e temas de pesquisas. Indicamos para este fim o excelente  Blog do Livro Espírita que consideramos ser a referência neste campo, outros tantos também colaboram muito para esta atividade, incluindo alguns blogs literários sem a determinante de ser exclusivamente espiritualistas. 

Neste post, que não consideramos exatamente uma resenha, pretendemos compartilhar com os leitores nosso envolvimento com a obra literária de Robson Pinheiro, especialmente os livros narrados por Ângelo Inácio e trazer aqui, nossos entendimentos acerca de nossa última leitura - "Os Nephilins". Sabemos quanto os livros de Robson Pinheiro são classificados de "fantasiosos" e "questionáveis" nos meios religiosos espiritualistas mais conservadores, inclusive em alguns seguimentos umbandistas, mais não entraremos neste mérito, estamos apenas reconhecendo uma pequena parte da realidade que paira o ambiente literário descrito por Robson Pinheiro através de sua mediunidade.

Ao contrário de algumas opiniões, os livros ditados pelo espírito Ângelo Inácio, sempre nos despertaram a curiosidade em alcançar vários horizontes diferentes, fazendo-nos refletir acerca de conceitos cristalizados e colaboram imensamente com nossa particular preferência por pesquisas, que desencadeiam em leituras complementares consequentemente em outros livros, a fim de averiguarmos determinadas informações obtidas através das leituras, enfim, suas obras foram as propulsoras de uma relação com a literatura espiritualista digamos, "mais séria". Outra questão que colabora para o entendimento dos leitores, está na forma textual simples empreendida por Ângelo Inácio que traz inéditos e ao mesmo tempo complexos assuntos, para uma maneira bem particular e simplista de explicação sendo neste caso um facilitador para os "espectadores". Nutrimos também uma grande "curiosidade" com a verdadeira identidade do autor já que, "Ângelo Inácio" é um codinome utilizado por ele, essa seria uma boa investigação se não estivéssemos tratando com o plano espiritual...    

Sobre o livro "Os Nephilins"...


Importante ressaltar que esta leitura pode ser realizada sem nenhuma obra de referência anterior, mas aconselhamos a quem interessar que leiam antes outros livros que são importantes no contexto desta narrativa, quando citamos "importantes" nos referimos aos pequenos detalhes, informações e outras passagens que ajudam na assimilação e na colocação sobretudo, dos personagens e agentes descritos envolvidos na trama. Entre os livros publicados de Robson Pinheiro ditados pelo Espírito Ângelo Inácio, destacamos os mais pertinentes e correlacionados: Crepúsculo dos Deuses, Legião, Senhores da Escuridão, A Marca da Besta, O Fim  da Escuridão, Os Guardiões e por fim Os Imortais.

"Os Nephilins" foi apresentado como o segundo volume da série, Crônicas da Terra, iniciada pelo livro O Fim da Escuridão. O autor já no prefácio nos remete a questionamentos profundos com poucas comprovações e muitas especulações teóricas, seja no campo científico ou religioso. De onde viemos? Para onde vamos ? Existe vida extra-terrestre ou extra-física ? É nesta "ferida" que o livro toca, seu autor logo no inicio contesta especulações futuras sobre seu caráter fantasioso e afirma..."Trata-se da mais genuína expressão da verdade"... Onde tais informações foram extraídas do que ele chama de ,"anais" da história sideral cósmica.

Como de costume, os livros de Ângelo Inácio não apresentam uma linearidade "histórica", ou seja, no primeiro volume desta série verificamos as movimentações extra-físicas dos guardiões e espíritos afins, liderados por Miguel (o "arcanjo" ou Príncipe dos Exércitos Celestes) nos processos limpeza e reurbanizações extra-físicas dos locais chamados de "submundos astrais" que estão localizados na parte interior da crosta terrestre, tendo em vista o momento planetário de intensas mudanças que atravessamos. Esses submundos foram por muitos milênios a "casa" se assim podemos chamar, da uma organização de seres e inteligências (Daimons ou Dragões, Cientistas Especialistas, Espectros, Vampiros e uma infinidade de almas que compartilham do mesmo ideal seja por processos intensivos de manipulação ou por simples simpatia com a política desses seres..), que praticam atos contra a consciência universal e sobretudo contra as políticas do Cristo. Melhores informações sobre esses submundos, seus agentes e sua política poderão ser melhores compreendidas na trilogia dos "Senhores da Escuridão" volumes 1,2 e 3 citadas anteriormente. 

O livro da "Origem", nos remete a tempos imemoriais jamais contados desta forma por outras literaturas ou correntes filosóficas, engloba viagens siderais como por exemplo, o caso dos expatriados "Daimons" de estrelas distantes que desenvolveram também na terra sua política de terror e dominação. Precedidos por outros povos e castas da raça dos "Annunakis" que já habitavam este orbe conhecido como "Tiamat", a milhões de anos o planeta Terra abrigava uma enormidade de degregados, almas transferidas e aprisionadas pelas atrocidades cometidas em outras galáxias em que viveram. Dos processos de intercâmbios "étnicos" siderais, ocorridos aqui no planeta e pela tecnologia genética empreendida pelos "Annunakis" nos primatas terráqueos, surgiu progressivamente pela ação dos milênios e frutos de experiências, a raça "Homo Sapiens", ou seja, temos nós HOMENS segundo o livro temos uma herança genética e espiritual ligadas à seres que hoje soam completamente como estranhos ! Seres conectados com conhecimentos extra-sensoriais possuidores de tecnologia avançadíssima para nossos parâmetros mais evoluídos....

Todo esse papo realmente parece invenção de produtores Hollywoodianos, em projeto de uma novo filme de ficção científica, porém, acreditamos que falta de "linearidade histórica" dos livros de "Ângelo Inácio"  estão também nos preparando para uma nova era de conhecimentos ocultos e inexplorados até então pelas grandes massas. Percebemos um grande quebra-cabeças nas informações presentes em todos seus livros, peças que se interligam e se explicam a cada novo título um pouco daquilo que conseguimos absorver...

Nossa recomendação é,  leiam "Os Nephilins" desprendidos de qualquer pré-conceito estabelecido que por ventura possuam, não tratem este livro como uma "Bíblia" Sagrada e/ou intocada, mas como uma excelente opção literária do universo espiritualista atual e caso sintam ao menos alguma curiosidade com os assuntos abordados, procurem referências diversas e confrontem opiniões e pontos de vistas, enfim pesquisem !    

                         

      

       

     

quinta-feira, 14 de maio de 2015

Análise e Reflexão sobre o livro - "O Lado Oculto da Transição Planetária"




Saudações a todos !

Transição planetária, limpezas, defesas e colonização de submundos astrais, reurbanizações extra-físicas, dragões, ovoides, guardiões, mudanças de hábitos, tendências e novos conceitos...O que são todas essas idéias e termos que tanto permeiam a literatura espiritualista na atualidade ? Quais são as verdadeiras mensagens que os espíritos através da mediunidade dos encarnados estão cada vez mais preocupados em passar-nos ? Qual o motivo de toda essa "campanha" em torno de novos acontecimentos ? 

O livro "O Lado Oculto da Transição Planetária" com autoria espiritual de Maria Modesto Cravo, através da mediunidade de Wanderley Oliveira é uma publicação da Editora Dufaux, um romance espírita onde temas são abordados com textos leves e interessantes, narram os novos desafios que a humanidade tanto encarnada quanto desencarnada enfrentam diariamente em suas missões práticas no socorro espiritual, através de suas comunidades "espiritualistas" espalhadas por toda a terra.

Ao lermos este livro, percebemos a necessidade de abordagem "urgente" que ele sugere, pois mesmo tratando-se de literatura espírita, não concordamos que tais problemáticas sejam exclusividades dos "espíritas", elas deveriam ser (e são) preocupações que todas as vertentes ditas espiritualistas deveriam ter, principalmente se utilizarem dos trabalhos mediúnicos como base de doutrina e neste caso a Umbanda enquadra-se perfeitamente, pelos menos aos nossos entendimentos. 

O livro segue um tendência "contemporânea", já bem trabalhada pelo médium Robson Pinheiro na trilogia "Senhores da Escuridão" que por caminhos diferentes e até mais "técnicos" ou "minuciosos" vem explorando esses debates e acontecimentos. Longe de ser uma "cópia" ou dedicar-se ao cargo de "concorrente", "O Lado Oculto da Transição Planetária" soma à atual conjuntura do acontecimentos em todos os planos da vida, está focado nas relações humanas dos grupamentos mediúnicos analisando como os desdobramentos deste intercâmbio entre agentes, quando não conduzidos com seriedade, clareza de idéias e conceitos, não desprendidos de uniformizações doutrinárias emperram seus limites em favor da caridade, ou seja, o livro orienta as pessoas e comunidades em favor da expansão de consciência e auto-avaliação, na absorção e prática dos ensinamentos que adquirimos a partir da vivência dos estudos e trabalhos espirituais. Combate a cristalização mental provocado pelo excesso de religiosismo em detrimento das mudanças de postura que devemos ter ante a vida e as pessoas...
"...A Religião é como um remédio prontinho para ser tomado, e o religioso é o doente que precisa dele.  
Quando um religioso acredita que sua religião pode ajudar outras pessoas, ele apresenta sinais de que está começando a dar valor ao que está ingerindo.
Quando o religioso acredita que sua religião é o único remédio que pode curar a todos, ele apresenta sinais de como está doente e do quando precisa do remédio que está tomando.
Quando o religioso acredita que está curado e que ele é mais importante que a religião, ele demonstra o nível  de sua loucura. 
Religião é uma benção, quando não fazemos dela um trampolim para o nosso ego..."   (páginas 173 e 174 do livro)
Outros pontos interessantes pontos podemos identificar na narrativa são os, tratamentos espirituais de quebra de magia, desdobramentos astrais, preconceito e homofobia, despreparo de dirigentes entre outros, que ao analisarmos fazem parte do repertório cotidiano dos centros, tendas, terreiros e casas espiritualistas. Um dos pontos que mais nos chamaram a atenção refere-se ao momento onde tratam dos estudos e das práticas institucionais que realizam cursos de formação voltados para comunidade espiritualista...
"...No mundo físico, as alternativas de preparo para os aprendizes da mediunidade possam alcançar melhores resultados se encontram na periferia do problema. Alguns chegam a ser radicais em suas iniciativas. A maioria delas convergem para estudos, sobretudo estudos unicamente focados nas obras de Allan Kardec. Cursos, cursos e mais cursos. Não temos nada contra tais iniciativas, mas, sim, quanto sua clara ineficiência na mudança profunda e consciente do trabalhador. O estudo parece causar uma sensação de solução, porém, poucos avaliam as reais conquistas de tanto investimento. São valorosos, mas não detêm exclusividade na eficiência..."(página 196 do livro.)      
Nós (aqui do Blog) em postagens anteriores já mencionamos e  reafirmamos nossa postura e opinião, fazemos inclusive um convite ao leitor para identificar a informação em outras postagens. Somos totalmente a favor do estudo em todas as áreas da vida humana, principalmente no que tangem as matérias que ajudam a entendermos nossa religião, sobretudo a Umbanda para nós umbandistas, porém, a prática nos terreiros assim como os ensinamentos e os exemplos de posturas dos guias espirituais, dos dirigentes encarnados (quando são responsáveis e sérios), não podem ser substituídos por qualquer tipo de literatura, esta (a literatura), deve sempre ser um apoio de maneira a colaborar no processo de conscientização e aculturamento das pessoas, deixando-as "melhores" e com mais alargados entendimentos sobre aquele terreno que atuam.

Quanto aos cursos vemos com muito bons olhos os "alunos" que procuram educação, informação e aprendizado ao invés de "FORMAÇÃO", nossa sugestão é que procurem os canais gratuitos e todos os livros de diferentes correntes de pensamentos, para desta maneira poderem embasar suas opiniões acerca de tantos temas inerentes a problemática religiosa que implica por exemplo a Umbanda, já que possui um caráter multicultural e de livre pensamento. Para começar recomendamos a leitura do livro "O Lado Oculto da Transição Planetária" que tanto contribuiu para elaborarmos este artigo...